23/05/2017
CICLOS E MICROCICLOS
Futebol tem ciclos e microciclos. No sul chamam de gangorra.
Particularmente
prefiro os ciclos, porque costumam durar certames. Assim, não avalio
por um e outro jogo, ou três ou quatro jogos. Pego, por exemplo, o
desempenho em um torneio ou campeonato e vou lá empilhando observações.
Não sei se é certo ou errado, não tenho essa pretensão. É apenas como
vejo.
Por
essas observações, quero dizer que desisti do Marcelo Grohe, e não pela
bobagem de ontem. Já há algum tempo deixou de ser o bom goleiro que
tivemos, tendo assumido os lugares de Victor e Dida, vantajosamente.
A
seus problemas irrecuperáveis, fragilidade física, saída de gol e jogar
com os pés, foram somados os vícios de seu mestre Victor, ou seja,
simulações frequentes de agressão, cera abusiva e outra que me foi
alertada pelo meu filho: ele aponta para o canto onde o chutador vai
bater o pênalti e se joga para o outro! Adivinhar ele advinha, mas nem
ele acredita!
O
Grêmio chupou bala no final do campeonato gaúcho. Estava caindo de
maduro o goleiro Matheus, do Novo Hamburgo, seu companheiro de base no
tricolor que, quanto mais não seja, é muito mais forte fisicamente e não
usa os pés apenas para decorar o final de canela.
A
Marcelo Grohe devemos o encaminhamento à final da Copa do Brasil, que
nos proporcionou o penta. Ponto. Acho que ali havia encerrado o seu
ciclo no tricolor.
O
time está bem, tem boas peças e parece que a “mijada” do Bolzan no
vestiário, depois do fiasco no Chile reagrupou o time, e Renato retomou
as rédeas. A fixação do Arthur foi decisiva, a multipresença do Ramiro é
indispensável e Luan, por pior que esteja não pode ser mexido. É a
referência técnica do time.
No
entanto, para que o time efetivamente se candidate ao título do ano
(falo isso porque é parte do ciclo nesse ano o Grêmio ganhar outro
título), falta um volante e um lateral esquerdo que cheguem e fardem.
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